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O que são Insurtechs e como impactam no mercado de seguros

A tecnologia, atualmente, está presente na grande maioria das transações comerciais e financeiras. As ferramentas de Internet Banking, por exemplo, vêm ganhando cada vez mais espaço frente às agências bancárias, devido a toda a praticidade proporcionada aos usuários do serviço. Esta entrada do mercado financeiro no ambiente digital surgiu de uma demanda criada pelos próprios clientes que queriam acompanhar suas atividades bancárias em tempo real, e se possível, com poucos cliques na tela de seus smartphones. Ao detectar essa inclinação do usuário pela digitalização dos serviços financeiros, startups começaram a desenvolver ferramentas e métodos que facilitassem estes serviços, e reduzissem os gastos de bancos e instituições financeiras com agências físicas. Por introduzirem novas tecnologias ao setor financeiro, estas empresas são chamadas de Fintechs.

Dentro do mercado financeiro e todas as inovações desenvolvidas nele, o setor de Seguros é um que chama muita atenção das startups que, ao direcionarem seus esforços especificamente para o mercado securitário, são classificadas como Insurtechs. A empresa de consultoria everis, em seu relatório Insurtech Outlook, feito com base no maior banco de dados de startup B2B – ICT do mundo, o everis NEXT, estimou que aproximadamente U$ 3,1 bilhões foram investidos nestas empresas em 2015, no mundo todo.  Mas como elas funcionam?

As Insurtechs começaram a surgir por volta de 2010, e têm como característica principal trazer para o mercado de seguros novas tecnologias que facilitem o seu funcionamento, seja com a proposta de utilizar aplicativos para comunicar com os segurados, a telemática para obter dados mais específicos de comportamento, ou outros serviços agregados ao trabalho de seguradoras, corretores e clientes. Seguradoras têm investido nestas ideias para aprimorar seus produtos e o atendimento aos clientes. As Insurtechs podem desenvolver múltiplas funcionalidades, a depender do setor de tecnologia que está envolvida, como a criação de ferramentas de cibersegurança, a comercialização de apólices virtualmente, simplificação de processos de pagamento, geração deinformações sobre possíveis clientes, desenvolvimento de novos métodos automatizados de previsões de riscos, e muitos outros.

Nos casos de startups que usam a telemática (transmissão computadorizada de dados e informações a longas distâncias), têm sido criados aplicativos e ferramentas que monitoram o estilo de condução dos segurados, como faz a americana Nauta. Na Europa, há insurtechs que desenvolvem tecnologias para verificar se os usuários trancam todas as portas e janelas antes de saírem de casa ou do veículo, quanto tempo dedicam à prática de atividades físicas, e muitas outras informações úteis para a seguradora e o corretor, na hora de cotar um seguro para aquele cliente.

Existem até mesmo aplicativos direcionados a usuários que precisam de uma cobertura temporária, e então podem contratar apólices com duração de semanas, dias e em alguns países até por algumas horas, como no caso da insurtech BIMA Mobile. Outras empresas, como a American Family Venture, utilizam imagens de satélites, previsões meteorológicas e até mesmo drones para acessar determinadas áreas e calcular o risco que há nelas, e então repassam esta informação aos agentes do mercado de seguros. Bem como algumas insurtechs mais desenvolvidas no exterior, como Lumiata e Neurosky, que estão criando sensores que detectam os níveis de estresse, glicemia e colesterol dos segurados, e que monitaram os batimentos cardíacos e atividade cerebral deles.

Com todas as ferramentas desenvolvidas por estas empresas, torna-se muito mais fácil customizar apólices, negociá-las, e manter contato com o segurado. No Brasil, as insurtechs têm se desenvolvido timidamente, e muitas limitam seus serviços a venda online de seguros, mesmo que, em outros países, os resultados obtidos por esta atividade tenham sido por vezes controversos. No entanto, também têm surgido por aqui outras iniciativas que propõem soluções voltadas para estratégias de vendas, CRM’s (softwares de gerenciamento de relacionamento com clientes), inteligência artificial, dentre outros.

Para resumir tudo, pode-se dizer que as Insurtechs são empresas, financiadas por seguradoras ou não, que auxiliam o mercado de seguros a encontrar novas soluções para os segurados, corretores e seguradoras, tornando a experiência de todos mais prática e precisa. Estas soluções sempre usam a tecnologia para cobrir as lacunas que antes eram deixadas pelas limitações técnicas que o mercado tinha.

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